domingo, setembro 03, 2017

VI Simpósio "Dinosaur Eggs and Babies" 2017

A sexta edição do Simpósio Dinosaur Eggs and Babies a decorrer de 3 a 8 de Outubro de 2017, terá lugar no Monte da Caparica, Portugal.

O simpósio sobre ovos e bebés de dinossauros é um dos mais importantes e prestigiados do mundo nos âmbitos da Paleoologia, a ciência dos ovos fósseis, e do desenvolvimento dos dinossauros e ontogenia. Com a primeira edição em 1999, sobre a alçada da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa em colaboração com Museu da Lourinhã, e realizado regularmente a cada três a quatro anos desde então, tem representado um impulso significativo nestes campos.


Para a edição deste ano, o principal tópico de discussão proposto é a formação das cascas de ovo.

O programa científico inclui ainda três sessões plenárias, cada uma delas direccionada para um dos temas nucleares: biomineralização de ovos e ossos, ovos de dinossauros e desenvolvimento de dinossauros.


Mais informações no site da FCT-UNL:

+(351) (212 948 573) ext 10205

Ou nas redes sociais:

Twitter: @VIDinoEggsBabi
Facebook: /VIDinoeggsandBabies/


sábado, agosto 12, 2017

Conferências saem à rua

Conferências de paleontologia do evento Dinossauros saem à Rua, este fim de semana, 12 e 13 de Agosto, organizado pelo Museu da Lourinhã e Câmara Municipal da Lourinhã.


sexta-feira, agosto 04, 2017

Nova espécie extinta de passeriforme descoberta nos Açores

Registos fósseis descobertos na Furna do Calcinhas, na Caldeira da Ilha Graciosa, nos Açores, trazem para a Ciência uma nova espécie de passeriforme, a maior do género, Pyrrhula crassa.

Reconstrução de Phyrrula crassa (à esquerda) e ossos do crânio (à direita). Créditos P. Oliver.

A extinção da referida espécie, segundo os autores do artigo publicado na revista científica Zootaxa, esteve relacionada com a destruição da floresta laurissilva nos Açores e com a introdução de espécies exóticas na ilha, durante a colonização do arquipélago.


Abstract: A new species of extinct bullfinch, Pyrrhula crassa n. sp., is described from bones found in Furna do Calcinhas, a small cave situated at Caldeira, a volcano located in the southeastern portion of the Graciosa Island (Azores archipelago, North Atlantic Ocean). It is the first extinct passerine bird to be described from this archipelago. Both skull and post-cranial bones are larger in the new species than in its relatives, the Eurasian Bullfinch (P. pyrrhula) and the Azores Bullfinch or “Priolo” from São Miguel Island (P. murina), the new species being the largest known in this genus. The morphology of its humerus and the estimated wing length and surface area seem to indicate a flying ability similar to that of the extant P. murina. The possible sources of colonization of the genus into Azores, causes and chronology of extinction of the new species are discussed.

J.C Rando, H. Pieper, Storrs L. Olson, F. Pereira, and J.A. Alcover. A new extinct species of large bullfinch (Aves: Fringillidae: Pyrrhula) from Graciosa Island (Azores, North Atlantic Ocean). Zootaxa, 2017; 4282 (3): 567 DOI: 10.11646/zootaxa.4282.3.9

Sobre o Jurássico de Peniche

O estudo internacional, agora publicado na revista científica Nature Communications e desenvolvido nas arribas calcárias da Península de Peniche e no furo de sondagem Mochras, no País de Gales, revela o fenómeno anóxico marinho e de perturbação do ciclo do dióxido de carbono ocorrido no Toarciano (Jurássico Inferior), há cerca de 182 milhões de anos.
Este evento, que terá durado aproximadamente 1 milhão de anos, foi o desencadeador de um importante fenómeno de extinção, em ambiente marinho, à escala global.
A investigação, baseada no estudo de fragmentos orgânicos de origem continental contidos ao longo da sucessão marinha carbonatada, revela um aumento bastante significativo de materiais carbonosos, provenientes de incêndios naturais, numa posição temporal contemporânea nos dois já referidos locais de estudo, permitindo a datação do fim do evento de anoxia.

Jurassic Palaeo-map of the sample localities and relative site stratigraphies for the Mochras and Peniche sections. Baker et al. (2017).

Esta nova descoberta contribui para a compreensão das interacções entre os diferentes subsistemas terrestres num mundo actual onde as alterações climáticas são bem já sentidas e visíveis.

Abstract: The Toarcian Oceanic Anoxic Event (T-OAE) was characterized by a major disturbance to the global carbon(C)-cycle, and depleted oxygen in Earth’s oceans resulting in marine mass extinction. Numerical models predict that increased organic carbon burial should drive a rise in atmospheric oxygen (pO2) leading to termination of an OAE after ∼1 Myr. Wildfire is highly responsive to changes in pO2 implying that fire-activity should vary across OAEs. Here we test this hypothesis by tracing variations in the abundance of fossil charcoal across the T-OAE. We report a sustained ∼800 kyr enhancement of fire-activity beginning ∼1 Myr after the onset of the T-OAE and peaking during its termination. This major enhancement of fire occurred across the timescale of predicted pO2 variations, and we argue this was primarily driven by increased pO2. Our study provides the first fossil-based evidence suggesting that fire-feedbacks to rising pO2 may have aided in terminating the T-OAE.

quarta-feira, julho 26, 2017

As afinidades europeias das espécies da Gronelândia no final do Triásico estão relacionados com a paleolatitude

Novo estudo mostra que as afinidades europeias das espécies do final do Triásico da Gronelândia estão relacionados com paleolatitude. O estudo foi agora apresentado no 15.º Encontro Anual da Associação Europeia de Paleontólogos Vertebrados (EAVP), em Munique, na Alemanha, por Marco MarzolaOctávio Mateus, Jesper Milàn e Lars B. Clemmensen, numa parceria entre instituições portuguesas (GeoBioTec - Departamento de Ciências da Terra, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa e Museu da Lourinhã) e dinamarquesas (IGN - Department of Geosciences and Natural Resource Management e Geomuseum Faxe).
Marco Marzola na EAVP 2017. Fotografia por Femke Holwerda.

Nuuk, a capital da Gronelândia


A descoberta de Cyclotosaurus naraserluki, um novo temnospôndilo capitossauro do Noriano-Retiano da Formação de Fleming Fjord, levantou questões paleobiogeográficas relativas ao Triásico tardio da Gronelândia. Isto porque este território é, e sempre foi, parte do continente norte-americano, mas todas as espécies de Cyclotosaurus estão restritas à Europa. 
Dos 21 taxa conhecidos do Triásico superior da Gronelândia, 9 são plantas e 12 são vertebrados. Os parentes mais próximos de cada taxóne mostram a seguinte distribuição: 10 da Europa (48%), 1 da Ásia (5%), 1 da América do Norte (5% - Paratypothorax andressorum), 8 cosmopolitas (38%, principalmente plantas) e 1 incerto (5% - Mitredon cromptoni). Estes valores fornecem uma indicação da possível origem paleogeográfica dos taxa do Triásico superior e das regiões mais influentes. 
Apesar da posição geográfica da Gronelândia como parte da placa norte-americana, a sua fauna triásica mostra grande influência europeia. Os fósseis norte-americanos são sobretudo do sul dos EUA, com uma paleolatitude tropical de 5-10º N, enquanto a maioria dos achados europeus são de uma paleolatitude temperada de 34-44º N. A bacia de Jameson Land situava-se a cerca de 44º N durante o Triásico, dentro da faixa das descobertas europeias, mais a norte. A banda árida controlada pela célula de Hadley separava os sites de fósseis norte-americanos e europeus. A dispersão da vida triásica foi, portanto, fortemente influenciada por bandas paleolatitudinais de clima.

38% de aprovação nas Bolsas de Doutoramento FCT em Ciências da Terra

Saíram os resultados das Bolsas de Doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
Para o painel das Ciências da Terra houve 40 candidaturas validadas e 15 bolsas atribuídas o que faz uma taxa de sucesso de 38%, um dos maiores valores de sempre.


terça-feira, julho 25, 2017

Entre 11 e 13 de Agosto, os dinossauros saem à rua



“Dinossauros Saem à Rua”, iniciativa organizada em parceria entre o GEAL – Museu da Lourinhã, a Câmara Municipal da Lourinhã e a União de Freguesias da Lourinhã e Atalaia, é um evento de âmbito cultural e turístico que visa a divulgação da ciência e do conhecimento, designadamente no domínio da Paleontologia, tendo fins pedagógicos e de entretenimento e lazer.


Estão previstas, para os dias 11, 12 e 13 de Agosto, diversas actividades destinadas ao público de todas as idades: ateliers, exposições, jogos e experiências cientificas, animação de rua, street food, conferências e cinema 360º, para citar algumas. 

Mais informações em:

Curso de Desenho de Natureza

O biólogo e ilustrador português Pedro Salgado, vencedor da quinta edição da Illustraciencia – Prémio Internacional de Ilustração Científica, com a ilustração de quatro espécies de peixes do Mediterrânico, leccionará de 28 de Setembro de 2017 a 28 de Junho de 2018, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa, o curso livre de Desenho de Natureza.


Já na sua quinta edição, destina-se ao público geral e estudantes de arte ou ciência a partir dos 16 anos, com interesse em desenho de observação e biologia, com ou sem experiência em desenho. O programa curricular genérico inclui ainda diversas saídas de campo e residências artísticas:

1.º trimestre – desenho de campo, desenho científico
Técnicas a P/B tonal (grafite, carvão, aguada monocromática) e linha (contorno, ponteado e linha cruzada). 
Demonstração, experimentação e desenvolvimento de projetos.

2.º trimestre – desenho de campo, desenho científico
Técnicas de cor (aguarela, guache, lápis de cor, técnicas mistas)
Demonstração, experimentação e desenvolvimento de projetos.

3.º trimestre – desenho de campo, desenho científico
Projetos avançados analógicos, tratamento e aplicações digitais 
Demonstração, experimentação e desenvolvimento de projetos.
Construção de portfólio.


Mais informações e inscrições em: 

Guegoolithus turolensis e a estrutura conservativa da casca de ovo


Foi recentemente publicado na revista científica Journal of Iberian Geology, o artigo The conservative structure of the ornithopod eggshell: electron backscatter diffraction characterization of Guegoolithus turolensis from the Early Cretaceous of Spain, dos investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã, Miguel Moreno-Azanza e Octávio Mateus, e da Universidade de Zaragoza, Blanca Bauluz e José Ignacio Canudo.
A ooespécie em análise, Guegoolitus turolensis, da família Spheroolithidae, do Cretácico Inferior de Espanha, foi primeiramente descrita no Barremiano da Bacia Ibérica e posteriormente identificada no Valanginiano-Hauteriviano da Formação de Cameros, dois achados separados espacialmente por uma centena de quilómetros e temporalmente por mais de dez milhões de anos.

Moreno-Azanza et al., 2017.

Estudos levados a cabo por este grupo de investigadores permitiram identificar não só diferenças pouco significativas entre os espécimes destas duas ocorrências (separadas por dez milhões de anos), interpretadas como sendo derivadas do facto de serem ovos de postura pertencentes a duas espécies diferentes, mas também semelhanças cristalográficas importantes com as cascas de ovos de Maiasaura do Cretácico Superior da América do Norte.
A análise das semelhanças e diferenças cristalográficas e estruturais encontradas sugere que as propriedades físicas das cascas de ovos desta espécie de dinossauros ornitópodes se mantiveram invariáveis durante, pelo menos, oitenta milhões de anos, implicando comportamentos de reprodução, nidificação e incubação semelhantes nesta linhagem de dinossauros ornitísquios. 




segunda-feira, julho 03, 2017

Anfíbio e réptil do Triásico expostos no Museu Nacional de Arqueologia

Está patente, desde o passado dia 21 de Junho, na galeria poente do Museu Nacional de Arqueologia, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, a exposição monográfica "Loulé. Territórios, Memórias e Identidades".

Fachada da entrada da exposição. Fotografia por Nathaly Rodrigues.

A exposição é uma iniciativa conjunta dos Museus Nacional de Arqueologia e Municipal de Loulé e reúne um acervo com mais de 500 bens culturais que testemunham os últimos sete milénios de história do maior e mais povoado concelho do Algarve, Loulé. Os bens culturais provêm de 13 instituições distintas, entre as quais se destacam o Museu Municipal de Loulé e o Museu Monográfico do Cerro da Villa, o Museu Nacional de Arqueologia, o Arquivo Municipal de Loulé, a UNIARQ – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, os Museus Municipais de Faro, da Figueira da Foz, de Arqueologia de Albufeira e de Silves, a Universidade do Algarve, a Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa, o Museu da Lourinhã e a Imprensa Nacional Casa da Moeda.
A mostra divide-se em vários núcleos que revelam os achados paleontológicos e arqueológicos que melhor testemunham a história do concelho de Loulé. 
O ponto de partida da exposição é dedicado ao apontamento "Loulé há mais de 220 milhões de anos" onde se destacam os achados paleontológicos, com 227 milhões de anos, realizados por uma equipa internacional de investigadores, liderada pelo paleontólogo e investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã, Octávio Mateus. 
Acompanhados por ilustrações de Joana Bruno, alguns dos resultados de seis anos de escavações paleontológicas, um crânio e uma mandíbula de Metopossaurus algarvensis e uma mandíbula e dentes de fitossauro, anfíbio e réptil do Triásico respectivamente, compõem este primeiro momento expositivo.
Núcleo expositivo dedicado aos achados paleontológicos da região de Loulé. Fotografia por Nathaly Rodrigues.

Metopossaurus algarvensis. Ilustração por Joana Bruno. Fotografia por Nathaly Rodrigues.

Crânio e mandíbula de Metopossaurus algarvensis. Fotografia por Nathaly Rodrigues.

Fitossauro. Ilustração por Joana Bruno. Fotografia por Nathaly Rodrigues.

Mandíbula e dentes de fitossauro. Fotografia por Nathaly Rodrigues.

Seguem-se outros testemunhos importantes para o concelho, divididos em três secções: a secção Territórios, que apresenta o concelho na sua diversidade geomorfológica - o litoral, a serra e o barrocal, a secção Memórias, que expõe, por ordem cronológica, sete núcleos arqueológicos onde figuram, a título exemplificativo, a escrita do sudoeste e as mais antigas actas conhecidas em Portugal , e a secção Identidades, onde são revelados os rostos de achadores, cuidadores e doadores de bens culturais de Loulé. 
A exposição, comissariada por Victor S. Gonçalves, Catarina Viegas e Amílcar Guerra, da Universidade de Lisboa, Helena Catarino, da Universidade de Coimbra e Luís Filipe Oliveira, da Universidade do Algarve, estará aberta ao público até 30 de Dezembro de 2018.

sábado, julho 01, 2017

Europatitan eastwoodi, o novo saurópode do Cretácico Inferior de Espanha

A equipa de investigadores constituída por Miguel Moreno-Azanza, do GeoBioTec - Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia - Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã, Fidel Torcida Fernández-Baldor (Museo de Dinosaurios de Salas de los Infantes, Burgos), José Ignacio Canudo (Universidad de Zaragoza), Pedro Huerta (Colectivo Arqueológico-Paleontológico de Salas) e Diego Montero (Colectivo Arqueológico-Paleontológico de Salas), trouxe a descoberto os restos fósseis de uma nova espécie de dinossauro saurópode. O artigo, publicado na prestigiada revista científica Peer J, dá conta desta nova espécie, descrita a partir dos restos fósseis encontrados nas escavações efectuadas entre 2004 e 2006, no local de Oterillo II, entre Barbadillo del Mercado e Sala de los Infantes, em Espanha.

Europatitan eastwoodi. Ilustração de Davide Bonadonna.

Europatitan eastwoodi, o exemplar saurópode titanosauriforme do Cretácico Inferior, com 125 milhões de anos, medindo entre 25 a 27 metros de comprimento, com um longo pescoço de 11 metros e pesando cerca de 35 toneladas, foi assim nomeado tendo em conta o continente da sua descoberta e o seu tamanho (Europatitan) e homenageando Clint Eastwood (eastwoodi), o famoso actor e realizador cinematográfico, que, durante as filmagens para o filme "O Bom, o Feio e o Mau", passou pela zona da descoberta.
Um dos aspectos mais importantes a reter deste achado é o que os actuais e futuros estudos irão revelar acerca do possível intercâmbio faunístico entre a África e a Europa e a evolução e diversificação deste grupo de dinossauros.


Comparação de tamanho entre Europatitan eastwoodi e Clint Eastwood. 

Abstract
The sauropod of El Oterillo II is a specimen that was excavated from the Castrillo de la Reina Formation (Burgos, Spain), late Barremian–early Aptian, in the 2000s but initially remained undescribed. A tooth and elements of the axial skeleton, and the scapular and pelvic girdle, represent it. It is one of the most complete titanosauriform sauropods from the Early Cretaceous of Europe and presents an opportunity to deepen our understanding of the radiation of this clade in the Early Cretaceous and study the paleobiogeographical relationships of Iberia with Gondwana and with other parts of Laurasia. The late Barremian–early Aptian is the time interval in the Cretaceous with the greatest diversity of sauropod taxa described in Iberia: two titanosauriforms, Tastavinsaurus and Europatitan; and a rebbachisaurid, Demandasaurus. The new sauropod Europatitan eastwoodi n. gen. n. sp. presents a series of autapomorphic characters in the presacral vertebrae and scapula that distinguish it from the other sauropods of the Early Cretaceous of Iberia. Our phylogenetic study locates Europatitan as the basalmost member of the Somphospondyli, clearly differentiated from other clades such as Brachiosauridae and Titanosauria, and distantly related to the contemporaneous Tastavinsaurus. Europatitan could be a representative of a Eurogondwanan fauna like Demandasaurus, the other sauropod described from the Castrillo de la Reina Formation. The presence of a sauropod fauna with marked Gondwananan affinities in the Aptian of Iberia reinforces the idea of faunal exchanges between this continental masses during the Early Cretaceous. Further specimens and more detailed analysis are needed to elucidate if this Aptian fauna is caused by the presence of previously unnoticed Aptian land bridges, or it represents a relict fauna from an earlier dispersal event.

Torcida Fernández-Baldor F, Canudo JI, Huerta P, Moreno-Azanza M, Montero D. (2017) Europatitan eastwoodi, a new sauropod from the lower Cretaceous of Iberia in the initial radiation of somphospondylans in Laurasia. PeerJ 5:e3409 https://doi.org/10.7717/peerj.3409

terça-feira, maio 16, 2017

Nova espécie de dinossauro aumenta a já inesperada diversidade de dinossauros da família do Diplodocus


A nova espécie Galeamopus pabsti é o dinossauro mais recente descrito pelos paleontólogos do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Turim, Itália, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e do Museu da Lourinhã, em Portugal. Este dinossauro jurássico foi escavado por uma equipa suíça, no Wyoming (EUA) em 1995, liderada por Hans-Jakob "Kirby" Siber e Ben Pabst.
É a mais recente de uma série de novas descobertas dos paleontólogos Emanuel Tschopp e Octávio Mateus, cujo trabalho conjunto se iniciou em 2012 com a descoberta da nova espécie Kaatedocus siberi. O novo artigo foi publicado online na revista PeerJ, de acesso aberto, no passado dia 2 de maio.

Galeamopus pabsti é semelhante aos famosos dinossauros Diplodocus e Brontosaurus, mas com pernas mais maciças e um pescoço particularmente alto e triangular perto da cabeça. É a segunda espécie do género Galeamopus, que foi reconhecido como um novo género, diferente do Diplodocus, pelos mesmos investigadores em 2015. A nova espécie é dedicada a Ben Pabst, que encontrou o esqueleto, e o preparou para a montagem no Sauriermuseum Aathal, na Suíça, onde é um dos principais atrativos da exposição permanente.

Reconstrução em vida de Galeamopus pabsti por Davide Bonadonna.


Os saurópodes da família do Diplodocus, os diplodocídeos, estão entre os dinossauros mais icónicos. Com seus pescoços e caudas muito alongados, representam a forma típica do corpo de saurópodes. As espécies deste grupo ocorrem também em África, na América do Sul e na Europa, mas a diversidade mais elevada é encontrada nos EUA, onde se conhecem mais de 15 espécies destes gigantes, incluindo também o famoso Brontosaurus.


sábado, maio 13, 2017

Cyclotosaurus naraserluki, o novo anfíbio do Triásico da Gronelândia

Há cerca de 208 milhões de anos atrás, o grande anfíbio Cyclotosaurus naraserluki, habitou e dominou um vasto sistema lagunar no que hoje é a Jameson Land Basin na Gronelândia.
Cyclotosaurus naraserluki, nomeado e descrito pelos investigadores Marco Marzola, Octávio Mateus, Neil Shubin e Lars B. Clemmensen no artigo publicado na revista científica Journal of Vertebrate Paleontology, é o maior anfíbio até agora relatado na Gronelândia e um dos vertebrados do Triásico Superior com o registo da maior paleolatitude conhecida. O registro de Cyclotosaurus da Formação Fjord, juntamente com Gerrothorax pulcherrimus, mostra uma estreita correlação entre a fauna anfíbia do Triásico Superior da Gronelândia e a fauna anfíbia das bacias europeias, nomeadamente de Portugal.

Vista dorsal do holótipo Cyclotosaurus naraserluki. Trabalho artístico por Ana Luz (Museu da Lourinhã) 

As faunas de temnospôndilos da Europa e do Árctico Escandinavo são caracterizadas por táxons não encontrados nas faunas da América do Norte, mostrando uma ligação geográfica entre a Gronelândia Oriental e a Europa Central, apesar da abertura do Atlântico Norte.
A Gronelândia é, e sempre foi, parte constituinte do continente norte-americano e, apesar da abertura precoce do Atlântico Norte, a fauna e a flora triásicas mostram mais afinidades com a da Europa Central. Isto pode ser explicado por vários factores: (1) a paleolatitude equivalente da Gronelândia e da Europa Central promoveu faunas semelhantes, em contraste com a posição paleo-atitudinal subequatorial das ocorrências fósseis norte-americanas conhecidas no Texas, no Novo México e no Arizona; (2) a distância geográfica entre a Gronelândia e a Europa Central era mais curta do que a da distância entre a Gronelândia e o sul da América do Norte, o que pode ter facilitado a dispersão; E (3) os desertos e as regiões áridas que separam a Gronelândia e o Texas, Novo México e Arizona podem ter constituído uma barreira muito mais eficiente do que o proto-atlântico entre a Gronelândia e a Europa. 



Marzola, M., O. Mateus, N. H. Shubin, and L. B. Clemmensen. 2017. Cyclotosaurus naraserluki, sp. nov., a new Late Triassic cyclotosaurid (Amphibia, Temnospondyli) from the Fleming Fjord Formation of the Jameson Land Basin (East Greenland). Journal of Vertebrate Paleontology. 

DOI: 10.1080/02724634.2017.1303501

sábado, abril 29, 2017

Afinal é possível uma luta entre Lourinhanosaurus e T.rex

Apesar de terem vivido com 80 milhões de anos de diferença e a milhares de quilómetros de distância um do outro, afinal é possível uma luta entre Lourinhanosaurus e T.rex. Isso ficou claro na visita de uma equipa do congresso do EJIP ao Museu da Lourinhã: o Lourinhanosaurus travou uma épica batalha com o T.rex., como ficou testemunhado no canal de YouTube, El Pakozoico, de F. Gascó:

Luta épica entre Lourinhanosaurus e T. rex a partir do minuto 11:18.


Aparentemente o T. rex sobreviveu e, dias depois, apareceu a fazer ginástica na ExpoLourinhã, como testemunhou a Associação de Desenvolvimento da Lourinhã, num registo de Margarida Nobre:




Estas e outras desaventuras do Lourinhanosaurus na sua página no Facebook: www.facebook.com/Lourinhanosauruswww.facebook.com/Lourinhanosaurus.


sexta-feira, abril 28, 2017

Novos artigos na Paleontologia Portuguesa

Novos artigos na Paleontologia Portuguesa:

Miguez-Salas, O., Rodríguez-Tovar, F.J. & Duarte, L.V. 2017: Selective incidence of the toarcian oceanic anoxic event on macroinvertebrate marine communities: a case from the Lusitanian basin, Portugal. Lethaia, DOI: 10.1111/let.12212


Thalassinoides e Spongeliomorpha da Fonte Coberta (Miguez-Salas et al. 2017)


Malafaia, E., Mocho, P., Escaso, F. and Ortega, F., New data on the anatomy of Torvosaurus and other remains of megalosauroid (Dinosauria, Theropoda) from the Upper Jurassic of Portugal. Journal of Iberian Geology, pp.1-27.

Torvosaurus da Praia da Vermelha (Malafaia et al. 2017)



Mocho, P., Royo‐Torres, R., Malafaia, E., Escaso, F. and Ortega, F., 2017. Sauropod tooth morphotypes from the Upper Jurassic of the Lusitanian Basin (Portugal). Papers in Palaeontology.


Dentes de saurópodes (Mocho et al., 2017)


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terça-feira, abril 18, 2017

XXII Bienal da Real Sociedad Española de História Natural


 A XXII Bienal da Real Sociedad Española de História Natural este ano irá decorrer em Portugal organizada em conjunto com os departamentos de Ciências da Terra, de Ciências da Vida e do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra do qual se integra o paleontólogo Pedro M. Callapez. O tema principal são os Mapas da Natureza.

Conforme indica o respectivo site:

XXII Bienal da Real Sociedad Española de Historia Natural

XXII-RSEHN
A Real Sociedade Espanhola de História Natural (RSeHN) é a sociedade científica mais antiga de Espanha e o seu objetivo principal consiste no estudo e na difusão da Biologia e da Geologia.
Esta tarefa ficaria incompleta se não se ampliasse ao conjunto da Península Ibérica. Por essa razão, e para fortalecer laços com os nossos colegas portugueses, a Sociedade celebrará a sua XXII reunião Bienal em colaboração com a Universidade de Coimbra, através dos seus departamentos de Ciências da Terra (DCT) e Ciências da Vida (DCV) e do Museu da Ciência (MC); durante os dias 6 a 9 de setembro de 2017.
O tema principal da reunião será "OS MAPAS DA NATUREZA" e este tentará conferir uma visão de conjunto de como a representação cartográfica ajudou - e também hoje é essencial - na formação de uma ideia cabal a respeito da Natureza.


Áreas temáticas

Poderão apresentar-se trabalhos relacionados com o tema principal "os mapas da Natureza" e com outras áreas temáticas tais como:

  • Botânica e Zoologia 
  • Geologia geral e Paleontologia 
  • Museologia das Ciências Naturais 
  • Ensino das Ciências Naturais e das Ciências Ambientais nos ciclos Básico, Secundário e Licenciaturas 
  • Historia das investigações em Ciências Naturais 
  • Outros trabalhos relacionados com a Historia Natural 

Excursões previstas

  • Jurássico e Cretácico da Região de Coimbra e Figueira-da-Foz 
  • Paisagens naturais da Serra de Sicó e do Baixo Mondego 
  • Visita ao Jardim Botânico de Coimbra 
  • Visita ao Campo Arqueológico de Conimbriga

sexta-feira, abril 14, 2017

Centenário do paleontólogo Octávio da Veiga Ferreira (1917-1997)

Completaram-se, há poucos dias, os 100 anos do nascimento de Octávio da Veiga Ferreira e hoje (14 de Abril) passam 20 anos sobre a sua morte.

Octávio Reinaldo da Veiga Ferreira (Lisboa, 28 de Março de 1917 - Lisboa, 14 de Abril de 1997) foi um brilhante paleontólogo e arqueólogo português, com uma colaboração prolongada com George Zbyszewski nos Serviços Geológicos de Portugal. A ele devemos numerosos estudos na paleontologia. Ferreira é reputado sobretudo pelo seu trabalho no domínio da Arqueologia (Cardoso, 1997) mas o seu contributo para a Paleontologia em Portugal também foi importante. Na temática dos dinossauros, Veiga Ferreira foi incansável, embora tenha sido co-autor de apenas uma nota (Lapparent et al., 1951) sobre pegadas de dinossauros num artigo de 1951 com de Lapparent, Zbyszewski e Fernando Moitinho de Almeida sobre a jazida do Cabo Mondego, onde Gomes (1916) assinalara pegadas.

Octávio da Veiga Ferreira participou e orientou escavações (nomeadamente escavação do saurópode Lourinhasaurus alenquerensis no Moinho do Carmo (Alenquer), escavado em 1949 juntamente com G. Zbyszewski), realizou prospecção e recolha (pelo menos, no Cabo Espichel e Boca do Chapim, onde obteve, em 1951, um magnífico dente de Iguanodon; Lapparent & Zbyszewski, 1957: Pl. XII, fig. 13), e as ilustrações da obra de Lapparent & Zbyszewski (1957).
 A ele devemos os primeiros estudos sobre ictiossauros em Portugal, em 1958, sobre espécimes da Praia de N. S. da Vitória, cerca de 1000 m para Sul de S. Pedro de Muel, no Pliensbaquiano, aquando na companhia do Professor Abade Mouterde, Abade Rossé e Christiane Perrot.
Em 1959, Veiga Ferreira apontou a ocorrência do crocodilo Pelagosaurus tomarensis, no Jurássico inferior de Tomar, mais tarde reclassificado como Mystriosaurus bollensis.
Descreveu ainda numerosa fauna Miocénica e quaternária, da qual destacamos a fauna miocénica de Leiria e  urso-pardo de S. Bartolomeu dos Galegos (Lourinhã).

A biografia de Octávio da Veiga Ferreira é-nos dada por Cardoso (1997).

Aqui algumas das suas obras da Paleontologia de Vertebrados:

Octávio da Veiga Ferreira (por Cardoso, 1997)
Octávio da Veiga Ferreira, em 1986 (Diário Popular)
Octávio da Veiga Ferreira, retrato exposto no Museu Geológico.
Ferreira, O.V. 1958. Novos restos de «lctyosauridae»  e «Stenopterygidae» encontrados no Lias  de Portugal. Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal. - Tomo XLII (1958), p. 175-183.
Ferreira, O.V. 1959. Nota sobre a presença do género Pelagosaurus no Lias de Tomar. Anais da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. - vol. XLI, nº 2 (1959), p. 121-125.
Furtado et al. (1973-1974). Descoberta de uma jazida quaternária com Ursus arcto no lugar de S. Bartolomeu, Lourinhã. Cesaraugusta : publicaciones del Seminario de Arqueología y Numismática Aragonesas. - 37-38 , p. 5-8
Zbyszewski, G., & O. da Veiga Ferreira 1967. Découverte de vertébrés fossiles dans le Miocène de la région de Leiria. Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal, t. LII, 1967, p. 5-10.
Ferreira, O.V. 1961. Fauna ictyológica do Cretácico de Portugal. Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal, tomo XLV, p. 251-278
Lapparent et al. 1951. Empreintes de pas de Dinosauriens dans le Jurassique du Cap Mondego, Portugal. C. R. S. de la Société Géologique de France, Nº 14, séance du 19 novembre 1951, p. 251-252.
Ferreira, O.V. (1975). Os rinocerontes quaternários encontrados em Portugal. Comunicações dos Serviços Geológicos de Portugal. - Tomo LIX (1975), p. 15-25


Cardoso, J.L., 1997. Octávio da Veiga Ferreira (1917-1997). Trabajos de Prehistoria, 54(2), p.5.

quinta-feira, abril 13, 2017

O clima e a geologia como criadores de espécies


É bastante comum nas dunas interiores das nossas praias encontrarmos comunidades de vegetação arbustiva espinhosa dominadas pelo género Stauracanthus. Juntamente com o género Ulex, são as plantas que comummente se conhecem como tojos.

Estes têm um papel fulcral nos habitats onde ocorrem. Para além de fixarem o azoto atmosférico no solo e a areia nas dunas, permitem ainda o desenvolvimento e proliferação de comunidades vegetais mais complexas.

As três espécies que integram este género endémico do Mediterrâneo ocidental, Stauracanthus boivinii, Stauracanthus genistoides e Stauracanthus spectabilis, ocorrem em diferentes nichos ecológicos. 

Ocorrência em Portugal de Stauracanthus boiviniiStauracanthus genistoides e Stauracanthus spectabilis, respectivamente. Fonte: Flora-On: Flora de Portugal Interactiva, Sociedade Portuguesa de Botânica 

As possíveis razões por detrás da distribuição geográfica destas espécies, da sua origem e especiação, foram recentemente publicadas num estudo na revista Annals of Botany. 
O grupo de investigadores do Museo Nacional de Ciencias Naturales (MNCN - CSIC) e de outras instituições, explicaram como as variações ambientais e as mudanças geológicas ocorridas no Mediterrâneo ocidental nos últimos dez milhões de anos determinaram a distribuição geográfica destas três espécies.
Há sensivelmente de cinco milhões de anos, grande parte do Mar Mediterrâneo secou - a designada crise de salinidade do Messiniano, o que aumentou a aridez nesta região e reduziu e fragmentou a área de distribuição dos ancestrais das referidas espécies. A posterior abertura do Estreito de Gibraltar, no fim do Miocénico, amenizou as condições climáticas e permitiu a recolonização da região, já como espécies totalmente diferenciadas.


sexta-feira, abril 07, 2017

Portugal tem uma nova espécie de anuro actual: o sapinho-português, Pelodytes atlanticus

Portugal tem uma nova espécie de anuro actual: o sapinho-português, Pelodytes atlanticus
O sapinho-de-verrugas-verdes, cientificamente conhecido por Pelodytes punctatus, que se julgava ocorrer em Portugal afinal é uma espécie diferente do que se pensava até hoje. Este anuro actual que ocorre em Portugal afinal trata-se de uma nova espécie agora baptizada de Pelodytes atlanticus por Jesús Díaz-Rodriguez e colegas numa publicação de Zootaxa.
Conforme a distribuição apresentada no artigo, esta nova espécie ocorre exclusivamente em Portugal, sendo por isso, a nosso conhecimento, a única espécie de tetrápode actual endémica e exclusiva de Portugal continental.
Como os autores não sugerem um nome comum e por este sapinho ter uma distribuição restrita ao território de Portugal, sugiro, que esta espécie receba o nome vernáculo de sapinho-português!


Sapinho-português, Pelodytes atlanticus nov. sp. (Díaz-Rodriguez et al. 2017)
Distribuição de Pelodytes (transformado a partir de Díaz-Rodriguez et al. 2017)
Filogenia de Pelodytes (Díaz-Rodriguez et al. 2017)

quinta-feira, abril 06, 2017

Palinomorfos da Bacia Lusitana e a drástica mudança paleoambiental do Toarciano


Na história geológica da Terra existiram intervalos de tempo, relativamente breves, em que ocorreram episódios de forte redução dos níveis de oxigénio nos oceanos, numa ampla escala geográfica. Estes eventos ficaram impressos no registo geológico e fóssil e, muitos deles, coincidiram com várias extinções em massa, podendo mesmo ter contribuído para a ocorrência das mesmas.


No último artigo publicado na revista científica Review of Palaeobotany and Palynology, a investigadora do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) da Universidade do Algarve, Vânia F. Correia e restante equipa documentaram os palinomorfos do Jurássico Inferior das áreas da Figueira da Foz e Rabaçal, na parte norte da Bacia Lusitana, e examinaram a sua resposta ao primeiro grande evento anóxico do Mesozóico, associado a uma importante excursão negativa de isótopos de carbono, extinção em massa, transgressão marinha e aquecimento global, ocorrido no Toarciano (Jurássico Inferior).


Secções estudadas, localização e enquadramento geológico in V.F. Correia et al. / Review of Palaeobotany and Palynology 237 (2017) 75–95


Abstract

The lower and middle Toarcian (Lower Jurassic) successions of the northern Lusitanian Basin in western Portugal were examined for palynomorphs. Two localities, the Maria Pares and the Vale das Fontes sections, were sampled. The sections span the Dactylioceras polymorphum, Hildaites levisoni and Hildoceras bifrons ammonite biozones. The samples produced relatively low diversity dinoflagellate cyst floras which are typical of those from coeval European successions; the most abundant species is Luehndea spinosa. The other forms encountered were Mancodinium semitabulatum, Mendicodinium microscabratum, M. spinosum subsp. spinosum, Mendicodinium sp., Nannoceratopsis ambonis, N. gracilis and N. senex. Dinoflagellate cysts typically dominate throughout the Dactylioceras polymorphum ammonite biozone; their abundance significantly decreased in the overlying Hildaites levisoni and Hildoceras bifrons ammonite biozones. The low diversity Luehndea-Nannoceratopsis dinoflagellate cyst flora of the northern Lusitanian Basin is characteristic of the Sub-Boreal region of Europe. This is a transitional region, intercalated between the Boreal and Tethyan realms. The Toarcian Oceanic Anoxic Event (T-OAE) in the northern Lusitanian Basin is characterised by a sudden decline in palynomorph abundance and diversity, including the virtual absence of acritarchs and dinoflagellate cysts. Following the T-OAE, Mancodinium semitabulatum and Mendicodinium spp. were the only dinoflagellate cysts recorded. This ‘blackout’ of dinoflagellate cysts during the T-OAE, and their partial recovery following the event, shows that dinoflagellate populations were responding to a major palaeoenvironmental change.

I Congresso sobre o Planalto das Cesaredas

Ocorreu de 31 de Março a 2 de Abril, o I Congresso sobre o Planalto das Cesaredas, na Lourinhã, com algumas vertentes geológicas e paleontológicas, nomeadamente as comunicações por José Carlos Kullberg "Geologia do Planalto das Cesaredas", Bruno Pereira e colegas "Invertebrados Fósseis do Planalto das Cesaredas" e ainda por Octávio Mateus e colegas "Vertebrados Fósseis do Planalto das Cesaredas".

Coral Favia cesaredensis Koby

Dos fósseis do planalto destacam-se os invertebrados com 226 espécies identificadas, 16 das quais com o epíteto específico cesaredensis.

Mas o melhor relato sobre o Congresso é-nos fornecido pela Comunidade InterMunicipal do Oeste no seu site, que aqui replicamos: 

I Congresso do Planalto das Cesaredas
04-04-2017
    No passado dia 31 de março, 1 e 2 de abril realizou-se o I Congresso do Planalto das Cesaredas no Auditório Municipal da Lourinhã 

    No passado dia 31 de março, 1 e 2 de abril realizou-se o I Congresso do Planalto das Cesaredas no Auditório Municipal da Lourinhã, promovido pela Associação de Amigos do Planalto das Cesaredas e pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

    No evento foi divulgado o conhecimento que existe nas várias áreas de estudo sobre o património natural e edificado, sobre as pessoas e as tradições, sobre os instrumentos que permitem e condicionam a gestão territorial, e ainda as ameaças àquele território bem como o seu potencial. Foi um congresso participado, em que houve interação entre palestrantes e participantes, sempre com uma abordagem construtiva, até mesmo sobre os temas mais sensíveis.

    A par de todo o conhecimento, foi também possível observar uma exposição fotográfica sobre a atual fauna e flora do planalto, e ainda, degustar as iguarias da Lourinhã, como a doçaria tradicional e os bombons artesanais.

    Foram dias cheios, intensos, com verdadeiros momentos de partilha sobre o Planalto das Cesaredas. Partilha de conhecimento, de emoções, de convívio - de quem lá vive, de quem o avista, de quem o visita e fica, e de quem o estuda. E pela importância que assume nas suas vidas, querem dar o seu contributo para que os seus filhos e netos tenham a mesma oportunidade de o vivenciar em condições semelhantes.

    Conclui-se, assim, que há um Grupo, composto por vários grupos e por várias pessoas, que de forma abnegada, estão empenhadas em continuar a trabalhar, e a dar o seu tempo e a sua energia, e a fazerem-se ouvir, em prol de um bem comum, que encerra um valor maior do que o que se conhece, e que tem a capacidade de provocar um bem-estar revigorante e apaziguador. É assim que é, o Planalto das Cesaredas. E foi assim que se experienciou o I Congresso do Planalto das Cesaredas, num ambiente rico e salutar, que deixa vontade para explorar, ainda mais, os temas abordados, num segundo congresso.